1º babaquice: Quando estou no tédio começo a fazer coisas idiotas.
Minha tatuagem é de caneta preta, minhas drogas são nutella e coca-cola. Minha heroína é minha mãe, meu crack é o meu pai, meu momento “mal acompanhado” são com meus amigos, minha prisão é a escola, minha maior pena é meu castigo,eu já morri e já matei várias pessoas, várias vezes, de rir. Sentiu o perigo ?
E quantas vezes você já achou esquisito se sentir bem? Quantas vezes você percebeu gritos, no meio do silêncio? Quantas vezes você já rezou para que algo fosse realidade, e para que a realidade fosse um sonho? Quantas vezes você se encontrou rindo igual uma retardada, por absolutamente nada? Quantas vezes você já ensaiou dialógos que nunca serão ditos? Quantas vezes você se imaginou em um mundo onde não houvesse ninguém? Quantas vezes você sorriu por escutar um nome? Eu te entendo, também teria medo de mim.
Ela: Ei, de quem você gosta?
Ele: Não sei se gostar é uma palavra que defina tudo o que sinto por ela.
Ela: Me conte mais sobre essa sortuda.
Ele: Ela é doce, gentil, carinhosa, fofa, enfim… Ela é perfeita.
Ela: Então por que você não fala tudo isso pra ela?
Ele: Eu acabei de falar mas ela ainda não se tocou.
saudade de me perder nas cordas do seu violão, da sua voz amaciando meu ouvido. saudade da nossa música, do nosso momento. da sua mão na minha, prometendo o infinito. do barulho do silêncio, umedecendo meu rosto de emoção. oito letras, três sílabas, incontáveis lembranças. saudade. quem diria que eu me camuflaria num sorriso. que eu esconderia minhas lágrimas. as lágrimas da minha fraqueza disfarçada de orgulho. as lágrimas que um dia você secou com um beijo inesperado. e assim eu sigo em frente. mesmo assim. procurando ainda vestígios de você no caminho de volta pra casa. querendo um certo par de pegadas ao lado das minhas. querendo não ter a certeza de que não vou encontrá-las. sabendo que tudo que você deixou foram adesivos dessa tal de saudade, colados na minha memória - que por mais que eu quisesse, não falha nessas horas.